Setores de telemarketing e que exigem menos qualificação enfrentam dificuldades para atrair candidatos

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Empresas têm enfrentado dificuldades para preencher algumas vagas no mercado de trabalho, especialmente as de telemarketing e as que exigem baixa qualificação. Apesar da oferta de oportunidades, muitos candidatos demonstram resistência em relação a determinadas funções, o que tem levado empregadores a relatar desafios no recrutamento de profissionais para essas áreas.

Magno Felzemburgh, presidente da Casa do Trabalhador, destaca que atualmente as pessoas estão buscando menos pelas vagas de emprego. Ele afirmou que quando as vagas são abertas, o movimento de pessoas para se candidatar é bem menor que há alguns anos.

“Se eu tenho 200 vagas, por exemplo, eu posso atender até 500 trabalhadores, para preencher todas as vagas, já que nem todos serão selecionados. Mas só conseguimos atender 200 pessoas, e como nem todas serão selecionadas, algumas vagas não serão preenchidas”, afirmou.

Magno Felzemburgh
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Essas 200 vagas citadas por Magno são para o setor de telemarketing. Apesar da procura mais baixa, ele destaca que essas vagas são ótimas opções para quem busca o primeiro emprego.

“A vaga de telemarketing é ótima para o jovem, é uma vaga de primeiro emprego, é uma vaga em que se consegue estudar e trabalhar, a pessoa vai ter o dinheiro dela. Não tem limite de idade, mas enxergo que como não exige experiência, é ótima para o jovem, uma grande opção”, analisou.

Segundo o presidente da Casa do Trabalhador, além das vagas no setor de telemarketing, as vagas mais simples e que exigem menos qualificação também enfrentam dificuldades para serem preenchidas.

“As vagas mais simples não encontram o candidato. As pessoas recebem um benefício social e não podem trabalhar. Ela recebe, por exemplo, 800 reais no mês e com a carteira assinada receberia um salário mínimo, então algumas pessoas preferem não trabalhar para não perder o benefício”, afirmou.

Ele destaca que é preciso um trabalho de conscientização e mudanças nas políticas dos benefícios para incentivar as pessoas a trabalharem, já que com a carteira assinada, os trabalhadores têm direitos garantidos como auxílio-doença, aposentadoria e até mesmo plano de saúde, além de ter a oportunidade de crescer na empresa, construindo carreira e aumentando o salário.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade

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